21 de maio de 2011

DIA DA INDÚSTRIA É 25 DE MAIO



História da indústria brasileira


A história das indústrias brasileiras é bastante recente quando comparada à de outros países, principalmente os que viveram a Revolução Industrial no século XIX. Por isto, a maior parte das realizações industriais do nosso país se referem a instalação, manutenção, consolidação e integração do parque industrial.


Só recentemente, na década de 90, que o Brasil começou a adotar uma política de competitividade. A produção de petróleo, por exemplo, praticamente triplicou em 1994, impulsionada pela crise de petróleo da década de 70. Também na década de 90 a indústria automotiva foi modernizada e cresceu significativamente. Entre 1990 e 1997, o Brasil passou a ocupar oitavo lugar na classificação mundial de produção de automóveis - antes era o décimo colocado.


A indústria aeronáutica demorou para 'decolar' no Brasil. Somente há cerca de 20 anos é que a produção de aeronaves brasileira ganhou força, mas valeu a pena: hoje, a Embraer é a quarta maior empresa produtora de jatos regionais do mundo; a indústria aeronáutica brasileira é a sexta maior do mundo. O "Tucano", avião militar, é usado em mais de 14 Forças Aéreas no mundo, por exemplo.


Até mesmo no espaço há a marca da indústria brasileira. Em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), foram desenvolvidos programas de construção de satélites, inclusive com a colaboração da Nasa. O CBERS, por exemplo, foi o primeiro satélite de sensoriamento remoto brasileiro, produzido junto com a China e lançado em outubro de 1999.


A indústria de informática, principalmente de hardware, não pára de crescer, gerando grandes receitas para o país e diminuindo a necessidade de importações. Os estados de São Paulo e do Amazonas são os principais representantes. O primeiro é responsável pela maior parte da tecnologia de informação de que dispomos no Brasil.


A evolução da indústria no Brasil


1945 - Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil perdeu mercados externos e entrou em crise de produção. Foi também o ano do Fim do Estado Novo, quando Getúlio renunciou à Presidência da República. Momento de crise.


1946 - Mesmo em meio a turbulências, foram gerados esforços em torno de ações sociais. Com isto, criou-se o Sesi, através do decreto-Lei n. 9 403.


Refere-se também à segunda fase de industrialização no Brasil: fábricas se reequiparam, foi inaugurada a Companhia Siderúrgica Nacional, criaram-se as primeiras refinarias, o setor de eletrodomésticos e da indústria de transformação ganharam novo fôlego.


1951 - Foi criada a Comissão de Desenvolvimento Industrial.


1956 - Com a criação do Plano de Metas do governo de Juscelino Kubitschek, a indústria de base viveu grande expansão. Entre 1955 e 1961 a produção industrial como um todo cresceu 100%, conforme mostrado abaixo:


* a produção de aço duplicou


* a produção das indústrias mecânicas cresceu 125%


* a produção das indústrias elétricas e de comunicações cresceu 380%


* a produção das indústrias de equipamentos de transportes cresceu 600%


Época de expressiva produção automobilística:


* em 1961, o Brasil já tinha 700 fábricas de autopeças


* a produção automobilística produziu 90% de veículos a mais do que o previsto


Devido a muitos empréstimos, o Brasil acabou em meio a grandes dívidas externas.


* 1957 - Foi instituído o Dia da Indústria.


Década de 60 - Após uma redução nas atividades industriais por volta de 1960, o crescimento do setor já não era acompanhado pela infra-estrutura socioeconômica do país. A solução encontrada foi buscar a diversificação e a expansão da produção de bens manufaturados e de consumo durável, com indústrias mais sofisticadas. Um ramo que se desenvolveu bastante foi o das telecomunicações, além do processamento de dados e biotecnologia.


Ao longo desta expansão, quatro setores industriais foram decisivos para a economia brasileira: o automotivo, do aço, petroquímico e de serviços públicos. No ramo petroquímico, cresceu não só a produção como o desempenho das refinarias de petróleo.


A indústria e o meio ambiente


As indústrias são responsáveis por grande parte da poluição do planeta. Porém, muitas já estão tomando providências para racionalizar o uso de matérias-primas, água e energia e também reduzir o impacto ambiental causado pela emissão de gases e resíduos.


O programa do Núcleo de Produção Mais Limpa é um exemplo, uma parceria entre a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Rio de Janeiro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Sebrae/RJ e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. O Núcleo promove informação (através de seminários, workshops, periódicos), treinamento e capacitação de profissionais e prestação de serviços para implementação de técnicas de produção mais limpa nos processos produtivos.


Não só o meio ambiente sai ganhando. A técnica de produção implementada pelo núcleo, reduz o consumo de energia em 25% e o de água em 30%, o que reduz também os custos.


Este é apenas um exemplo do que pode ser feito em uma indústria para colaborar com o meio ambiente. Você também pode tentar descobrir, nas indústrias perto de você, o que está sendo feito em outras cidades e estados.

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